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aos cristãos genuínos

Boas-vindas

Bem-vindo ao blog "500 Palavras".
Espero que você receba e aceite o desafio de ser um cristão genuinamente comprometido com a verdade do Evangelho de Cristo.
Os textos com quinhentas palavras são expressão do desejo de colaborar com o cristianismo autêntico e interessado em ver a glória do Senhor Jesus em todos os lugares do mundo - na igreja também.
Abisaí Nunes

Material para Discipulado


Manual de Sobrevivência - Sou Cristão e agora?
Manual Básico de Discipulado
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A Cachaça Gospel


Os resultados da cruz são diferentes dos resultados do resultado da cruz.
Isso mesmo!  O cristão que, pela transformação que o evagelho produz, trocou a pinga pelo suco e aprendeu a saboreá-lo não pode acreditar que o melhor da vida é o suco. Senão, ainda estará bêbado.  De tanto ouvirmos que Jesus abençoa somos tentados a desejar os resultados e não Quem produz os resultados.
Há diferença nisso? Claro que sim!  Isso tudo é semelhante à devoção ao remédio e não ao médico - mesmo que saibamos que um mesmo remédio não servirá para todas as dores.  O fato é que muitas vezes a ênfase está nos remédios e nosso foco já não é “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus”.  Gostamos tanto dos resultados que o causador desses resultados vira apenas o apêndice da história.
O ex-drogado que virou engenheiro, a ex-traficante que virou enfermeira, o ex-qualquer coisa que virou alguma coisa nos parece mais sedutor que a revelação da graça transformadora do Evangelho de Jesus - que transforma um preguiçoso em trabalhador, um desesperado em esperançoso, um do mal em um do bem. 
A afirmação de que “eu era cego e agora vejo” não obterá seus resultados mais valiosos se não apresentarmos quem realmente nos possibilitou enxergar.
De fato, se não virmos a Verdade, viveremos focados apenas naquilo que os olhos veem.
Não podemos esperar que os frutos de uma vida com Cristo sejam os mesmos que os frutos de uma pessoa que vive apenas os benefícios que traz uma vida com Cristo. Quem não aprendeu a valorizar a origem do bem que lhe sobreveio, viverá apenas para desejar coisas e prazeres, glorificando a criatura e não o criador. Ficarão embriagados. 
John Piper, citando Jonathan Edwards afirma que “Deus é a herança [dos cristãos genuínos]. Ele é a riqueza e o tesouro, o alimento, a vida, a habitação, o enfeite e a coroa, [dos que vão para o céu]”.  A. B. Simpson também dizia categoricamente que o Doador é o que nossa alma deveria desejar e não as Suas dádivas: Jesus Cristo, Ele mesmo!
Sejamos sinceros quando formos lembrados da morte e, mesmo sabendo que iremos para Jesus, ainda desejarmos ficar mais um tempo por aqui pela mera cegueira do bom que o bem tem nos feito, preferindo o presente e o presente.
Precisamos fixar os olhos na Estrela não no dedo de quem a aponta.
Do mesmo modo, a liberdade pela liberdade pode nos sugerir que, porque somos livres podemos reclamar, xingar, violentar e empurrar os outros morro abaixo. Nosso grande pecado se direciona ao fato de valorizarmos mais a graça de sermos livres que os objetivos dAquele que nos libertou.
Se acreditarmos que o favor é mais importante que Quem nos favorece cairemos no pecado de cultuar a atrativa (falsa) prosperidade que tanto nos faz chorar com essa tal cultura gospel.
Não se engane: nosso Salvador é Jesus somente, e não a sombra dEle.


O Quarto de Jack e o Meu

Minha família (Ivonilce, Ana Luíza,16 e Letícia,14) saiu vibrando da sala de cinema.   Sempre tentamos discutir os pontos altos de todos os filmes que assistimos – algumas vezes isso é quase impossível, mas com O Quarto de Jack (Room nos EUA) os muitos pontos altos nos impressionaram como nunca antes em outro filme.
Mal saímos da sala e cada um de nós tinha muitas reflexões e percepções para compartilhar um com o outro. 
Em comum nos agradecemos por termos escolhido tão bem aquele filme.
Boa parte do filme se passa em um minúsculo quarto, onde mãe e filho estão confinados por um sequestrador. Ela fora feita refém por sete anos e no segundo ano deu à luz uma criança. Todo o filme apresenta a percepção desta criança quanto ao seu mundo.
Os diálogos são impressionantes.  Os temas levantados ali nos forçam a refletir sem medo das conclusões.  Temas como aborto, a maldade humana, maternidade responsável, violência contra a mulher, infância quase perdida, juventude perdida, preconceitos importantes, rejeição, medo do medo, verdade e mentira, imaginação e criatividade, Deus e Sua soberania, esperança, resiliência e coragem, falsa liberdade entre tantos outros que poderiam nos fazer crescer e caminhar para frente.
Entretanto, gostaria de abordar apenas um outro assunto aqui.
Para alguém que desconhece a luz e a liberdade, as conversas sobre isso não despertam grande interesse pela simples ausência de “sabores e imagens”.  Mas será que sua alma está satisfeita com isso?
O menino Jack, embora esperto poderia continuar relativamente bem e relativamente seguro no confinamento, escolhendo se manter desinformado do que é lá fora (como diz Lorena Chaves: “Quem não conhece a Luz não sabe o que é escuridão).
Dificilmente não somos levados a pensar sobre aquele que se identificou como a Luz e a Verdade.
Digo isso pelo fato de que Ele mesmo nos afirma que esse mundo jaz no maligno e por isso está cercado por paredes que impedem a Luz entrar e a Verdade ser conhecida.
Muitos empurram esse assunto para debaixo do tapete de sua vida, preferindo o quarto escuro e fedorento que vivem. Nele se sentem relativamente seguros e supostamente felizes.
Também digo isso pelo fato dos que conhecem a Luz e a Verdade não apresentarem-nas devidamente compreensíveis a quem foi despertado pelo interesse de ouvir sobre o lado de fora de seu quarto.
A bem da verdade – como bem demonstra no filme – há uma diversidade enorme de problemas (e alguns bem grandes) com a entrada na vida de Verdade e Luz.
Já não consigo compreender como posso ficar sem ação diante de pessoas que desconhecem a Verdade e a Luz por não saberem de Sua existência.  Algumas, inclusive dividem o mesmo espaço que eu nas ruas, nas casas, nas salas, nas lojas...
Para ganhar coragem, talvez apenas uma pergunta a mim mesmo:
Prefiro o desconforto da Luz e da Verdade ou aquele quarto que um dia gostei de viver?
As pessoas precisam ouvir sobre Jesus.

“Adeus cadeira número 1”

Ogro Gospel


                  Se não me engano, é no folclore escocês que diz sobre a existência de uma criatura que vive em lugares inóspitos como pântanos e florestas escuras.  Ela é forte e tímida, covarde e pouco inteligente – o que a torna um ser fácil de ser sobrepujado pelos homens que tencionam derrotá-lo.  Tal criatura lendária é um ogro. 
                  Infelizmente essa descrição parece assemelhar-se com outra espécie de criatura.  Vejamos:
                  Qual tipo de mortal é forte, mas não sabe usar a força que já lhe foi disponibilizada?
                  Qual tipo de mortal prefere agradar aos homens por medo de rejeição?
                  Qual tipo de mortal não percebe o perigo que corre ao se enamorar com o pecado?
                  Qual tipo de mortal tem se tornado vítima de liderança mau caráter?
                  Por mais ridícula que nos pareça essa comparação, há, diante de nós, um grupo de pessoas que se dizem cristãs – algumas são de fato (embora não pareçam) outras não são (e nem sabem disso) – que, por não viverem o verdadeiro evangelho, assemelham-se em número e grau ao ser descrito anteriormente.
                  O Ogro Gospel é o cristão que padece sem conhecimento e fé verdadeiros em Cristo Jesus.  É criatura incapaz de avaliar, por si só, quando outros lhe induzem ao erro mais crasso e graúdo.  É a antítese da sabedoria, da cautela e da atenção.  É um ogro, mesmo
                  Depois que o Diabo conseguiu introduzir na igreja a idéia de que basta estar acima da moralidade do mundo, o nível que se tem requerido dos evangélicos tem diminuído abaixo da fronteira que divide a terra do inferno.  Os que deveriam se portar como cidadãos celestiais, têm se portado como cidadãos liderados pelo príncipe deste mundo.  Muitos ogros têm surgido.
                  Esses, também, aparentam sofrer um feitiço.  Ao olharem para um espelho não vêem nada de errado com sua aparência bufa.  O espelho, fabricado para apresentar comparações, mostra-lhes outras criaturas mais grotescas ainda, diminuindo e cancelando suas possíveis necessidades de melhora.  “Sou rico e não preciso de nada”, afirmam sobre poder espiritual. 
                  Satanás lhes enganou, ensinando, através de homens, que há como conciliar piedade e mundanismo.  Que há como dizer sim para o Espírito e sim para a carne.  Que há como comprar Deus com mandingas evangélicas.  Que o reino do aqui e agora é superior ao que há por vir.  Que não existe necessidade de se curvar ao senhorio de Cristo no dia-a-dia.  Que igreja só serve para recreação espiritual.  Que ter é mais importante que ser.  Que entender deve preceder o obedecer.  Que vale tudo para o reino evangélico.
Infelizmente, esses têm se dado bem conforme o alcance de seus objetivos.
Tristemente diferem dos ogros na sua simplicidade de vida e desprendimento das coisas, entretanto,  ainda assemelham-se a ele por serem engraçados na sua forma de agir, mas não percebem que são fedorentos pelo mesmo motivo.  E, desventura, estão vivendo num reino tão tão distante do único evangelho que pode libertá-los da magia – que não precisava ser eterna.
                  É a morte da sabedoria bíblica aqui.

O Sonolento e o Ano Novo

Somente um ano sem propósito é mais sem graça que comida insossa, chá de nada e sanduíche de pão com pão.
Diante dos inúmeros alvos que um ano nos propõe – claro que a maioria nem merece nossa saúde ou suor – é bom lembrar que o combustível para satisfação de viver está relacionado com algo a alcançar. 
Quando compreendemos nossa razão de existência, urge mais ainda uma tomada de providência para encontrarmos o caminho que devemos tomar e o rumo certo para o resto dos nossos dias.  Apenas depois disso iremos sentir realização com o gastar de nossas forças. 
Pode até parecer mais fácil um ano sem trabalho, mas não há como chegar a algum lugar sem caminhar.  Uma vida sem propósito é difícil de ser suportada, pois não há direção certa, não há ponto de chegada e não há momento adequado de descanso.
Sem propósito também não haverá alívio, criatividade e vitórias, já que estes benefícios são para quem está prosseguindo para o alvo.
O que vamos preferir: sem nada a fazer durante o ano e sem prazer em viver ou algo a conseguir e realização durante o percurso e chegada?
Talvez o drama de um sonolento espiritual seja olhar para vida e apenas enxergar a sofisticação que o mundo lhe acrescentou.  E isso realmente cansa.  Talvez a agonia que ele sofra seja a de não conseguir separar o acessório do fundamental nas coisas do dia-a-dia. Quem sabe esteja com os olhos apenas nas igrejas ultra-elaboradas e nos crentes da geração do vôo de águia, do louvor profético, da palavra rhema e da oração de guerra.  Esquecendo que tudo isso é apenas invencionismo moderno e de pouco valor contra o pecado.  O sonolento deveria, ainda, ler a Bíblia e se apegar ao que a Palavra nos mostra: que formosos são os pés (e não as asas) dos que anunciam as boas-novas, que louvor é para o Senhor (e, óbvio, não precisa ser profético), que foi o logos quem se fez carne para nos salvar da danação eterna, que nossa guerra maior  é para não perder o que Cristo já nos deu (como, por exemplo, a satisfação nEle)
O sonolento precisa ser despertado e deve viver a simplicidade do cristianismo – que se resume em amar a Deus e ao próximo.  E isso facilmente conseguirá entre irmãos que confessam a mesma fé e têm o objetivo de servir para a glória do Senhor dos senhores.
A simplicidade e não a sofisticação é que facilita o viver dos que querem se desembaraçar dos espinhos da vida.
Já nos bastam as perseguições na direção do Caminho.  Horrivelmente mais doloroso ainda será viver, suar, sofrer, enfadar-se e depois descobrir que tudo foi como uma bolha de sabão: bonita e com brilho, porém frágil, vazia, levada pelo vento e de pouquíssima duração.
O sonolento não pode mais repetir um ano do mesmo jeito, deve desvencilhar-se de tudo que lhe puxa para a cama da preguiça todos os dias do ano.


Um Cristo Coca-Cola


                 
Na história do refrigerante mais vendido no mundo estão algumas notas interessantes.  Uma delas é o acaso de seu surgimento.  Conforme se diz, ele, primeiramente, era um remédio estomacal que caiu no gosto do povo e assim evoluiu (?) com a supressão de alguns elementos farmacêuticos de sua fórmula inicial.
                 Outra nota, a que perdura como um dos grandes segredos do planeta,  está em sua composição química.  Diz a lenda que ninguém jamais conseguiu perfazer a mesma fórmula que adoça e enfeitiça a boca do mundo – por mais sofisticado o laboratório, e mais rentável seja esse descobrimento.
                  O monstro comercial chamado Coca-Cola (com ou sem rato) está para os viciados e apaixonados como Jesus está para o mundo gospel na nova era – ou melhor, da nova onda.
                  O fato é que o que seria a solução para um mal, se tornou comercialmente rentável.  Quando a evangelização no Brasil passou a ter uma mensagem popular de entretenimento, caiu nas graças de um povo sem compromisso e desejoso de ter a boca adocicada por motivos espirituais.
                  A comercialização da fé está apodrecendo de vez o (pouco) que resta de credibilidade que o mundo deposita nos evangélicos.  
                  De um lado, encontramos uma turma de vendedores bem capacitados.  Têm uma competência enorme de vender sabonete com “perfume alabastro” e “sandálias Jezabel” (nem importa o que sejam  alabastro e Jezabel).  Do outro lado, encontramos uma gente que permanece buscando o reino terreno e os seus prazeres.  Estes disfarçam suas tristezas e frustrações dentro de igrejas maquiadas de cristãs.  Não têm vida plena e satisfeita em Cristo, mas aprendem cedo que uma palavra do evangeliquês pode amarrar ou espantar uma tendência depressiva.  Nem uma nem outra.  Logo reconhecem que não existem palavras mágicas e tampouco há cura para alma numa religiosidade comercial.
                  Antes, camisetas com o nome Jesus (identificação) – era só o começo.  Hoje, no ramo gospel, existem agendas cristãs, jogos bíblicos, CDs, DVDs, relógios, lotes em condomínios de irmãos. Diga-se de passagem,  que a grande maioria desses produtos é de um mal gosto inumano.  Em breve teremos também cerveja (refrigerante já temos) e desinfetante que levarão o nome Jesus.  Este último com instruções de uso.
      A bem da verdade, o declínio, que tudo isso provoca, já começou.   É bem provável que o estigma dessa busca desenfreada pelo lucro com o mercadejamento da Palavra já seja indelével na sociedade.   Isso perseguirá os crentes no Brasil.  Infelizmente (e isso é o que mais dói) que até aqueles que sinceramente pediam um avivamento espiritual estão observando  que o que nos sobreveio foi um sepultamento moral.  Satanás tem oferecido o reino desta terra a muitos líderes e cantores evangélicos.  E eles têm aceitado.  Vejamos os evangélicos mais conhecidos do povo gospel.  Vejamos os políticos da bancada evangélica.  Vejamos o que brota das igrejas neo-pentecostais (não seria melhor nomeá-las de circos religiosos).
                  Pior em dias de Natal, nos quais a Coca-Cola – identificando-se como a própria felicidade – tenta remover Jesus para terceiro lugar.  O segundo seria Papai Noel.